sábado, 23 de agosto de 2014

Resenha

     Resenhar significa fazer uma relação das propriedades de um objeto, enumerar cuidadosamente seus aspectos relevantes, descrever as circunstâncias que o envolvem.

     O objeto resenhado pode ser um acontecimento qualquer da realidade(um jogo de futebol, uma comemoração solene, uma feira de livros) ou texto de obras culturais(um romance, uma peça de teatro,um filme).

     A resenha, como qualquer modalidade de discurso descritivo, nunca pode ser completa e exaustiva, já que são infinitas as propriedades e circunstâncias que envolvem o objeto descrito.  O resenhador deve proceder seletivamente, filtrando apenas os aspectos pertinentes do objeto, isto é, apenas aquilo que é funcional em vista de uma intenção previamente definida.

     Imaginemos duas resenhas distintas sobre um mesmo objeto, o treinamento dos atletas para uma copa mundial de futebol: uma resenha destina-se aos leitores de uma coluna esportiva de um jornal; outra, ao departamento médico que integra a comissão de treinamento. O jornalista, na sua resenha, vai relatar que um certo atleta marcou, durante o treino, um gol olímpico, fez duas coloridas jogadas de calcanhar, encantou a plateia presente e deu vários autógrafos. Esses dados, na resenha destinada ao departamento médico, são simplesmente despreziveis.

     Com efeito, a importância do que se vai relatar uma resenha depende da finalidade a que ela se presta.

     Numa resenha de livros para o grande público leitor de jornal, não tem o menor sentido descrever cm pormenores os custos de cada etapa de produção do livro, o percentual de direito autoral que caberá ao escritor e coisas desse tipo.

     A resenha pode ser puramente descritiva, isto é, se nenhum julgamento ou apreciação do resenhador, ou crítica, pontuada de apreciações, notas e correlações estabelecidas pelo juízo crítico de quem a elaborou

     A resenha descritiva consta de:

a) uma parte descritiva em que se dão informações sobre o texto:
    - nome do autor(ou dos autores);
    - título completo e exato da obra( ou do artigo);
    - nome da editora e, se for o caso , da coleção de que faz parte a obra;
    - lugar e data da publicação;
    - número de volumes e páginas.

     Pode-se fazer, nessa parte, uma descrição sumária da estrutura da obra(divisão em capítulos, assunto dos capítulos, índices, etc.). No caso de uma obra estrangeira, é útil informar também a língua da versão original e o nome do tradutor(se se tratar de tradução).

b) uma parte com o resumo do conteúdo da obra:
    - indicação sucinta do assunto global da obra(assunto tratado) e do ponto de vista adotado      pelo         autor(perspectiva teórica, gênero, método, tom etc.);
    - resumo que apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral.

     Na resenha crítica, além dos elementos já mencionados, entram também comentários e julgamentos do resenhador sobre as ideias do autor, o valor da obra, etc.

             FIORIM, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2007.p.426,427.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A viagem às minhas raízes

                Aquela viagem seria muito importante para mim, pois iria conhecer o lugar do meu nascimento. Entramos em uma embarcação de pequeno porte em um dos portos fluviais de Belém e atravessamos a Baía do Guajará. A viagem durou aproximadamente cinco horas. Estavam comigo na embarcação: meu pai, uma de minhas irmãs(os dois já não estão mais entre nós), minha três filhas e, é claro, o piloto, que por sinal é meu primo. 
          A viagem foi cansativa e a maré estava baixando, que dificultou a nossa chegada. Lembro-me que, ao estacionarmos na frente da casa onde iríamos passar a noite, o meu pai saiu do barco afim de ajudar a empurrá-lo e acabou se atolando na lama e tivemos que fazer força para puxá-lo de lá, este incidente foi algo que marcou na minha memória.
       O meu pai se chamava Valentim, o nome em si, já lembra da palavra valente, que significa pessoa  forte, corajosa, de brio; na época da viagem ele tinha 93 anos, mas era um homem cheio de vitalidade, tinha altas doses de humor e gostava de passear e viajar; e um de seus últimos desejos era me levar para conhecer as minhas raízes, pois quando viemos para Belém eu tinha a idade de 1 ano. 
       A viagem foi marcante, principalmente para minha filhas, pois conhecemos familiares, passeamos de canoa, tomamos banho no igarapé, conhecemos o processo de fabricação da farinha, comemos muitas frutas e tomamos bastante açaí.  
       No regresso, já dentro da embarcação, passamos pela frente de uma fazenda, onde havia muitos búfalos, ao longe, e a minha caçula(Verena), na época com 3 anos de idade, exclamou:
_ Mãe, olhe um monte de macacos!
        Aquilo foi motivo de muitos risos e ficou marcado na nossa  memória, e todas as vezes que íamos visitar meu pai , ele sempre, com muito humor, zombava da neta.
          Como é bom quando temos algo positivo para lembrar, principalmente quando se trata de um fato que vem somar na nossa vida, e mais, quando as pessoas envolvidas são importantes e inesquecíveis, como é o caso do meu pai.

A legalização do aborto: lei que nega o direito à vida



           

                    O                    aborto no Brasil é ato ilegal, é crime e continuará sendo, na opinião daqueles que defendem a vida: como a igreja, entidades e, principalmente mulheres que não podem engravidar e têm esse desejo como um sonho, que pretendem, um dia, realizar.
              A Constituição do Brasil  tem como um de seus fundamentos a "dignidade da pessoa humana", também "garante a inviolabilidade do direito à vida", afirma o Presidente da Comissão para vida e família da CNBB, D. João C. Petrini, e cita ainda que não há necessidade de se legalizar o aborto, mas implantar políticas públicas que amparem as grávidas nas mais difíceis situações, para que a vida do bebê seja preservada e essa gravidez chegue até o final, com a realização da mãe, evitando, assim, o drama e o trauma do aborto.
           Mas há aqueles que defendem a interrupção da gravidez, até a 12a. semana, como por exemplo, pasmem! O Conselho Federal de Medicina; e a proposta está em discussão no Senado. Mas segundo a literatura médica atual, "...os doze pares de nervos cranianos se formam durante a quinta e a sexta semanas de desenvolvimento", defende a doutora  Lenise Garcia, Presidente da entidade pró-vida Brasil sem aborto.
             Sabe-se que o assunto levanta discussões e é complexo, mas temos nossa convicções favoráveis à vida, pois temos a fé e a esperança firmados em um Ser que morreu e ao terceira dia reviveu, dando-nos exemplo de amor a vida.  Então não podemos concordar com essa proposta que está tramitando  no Congresso Nacional, pois o ser que começa a viver a partir da união de duas células, não tem culpa de atitudes irresponsáveis, sem compromisso, violentas e sem amor dos adultos.
             Que o mundo vire de cabeça para baixo, mas temos que defender aquilo em que acreditamos.



Mensagem para minha primogênita


Foto: Parabéns BERNADETE!!!! 
Mana C sabe que eu te AMO de montão,né?
Obrigado por tudo ,sempre que preciso eu sei que posso contar com vc e vc sempre pode contar comigo.
Que DEUS te abençoe , e te dê sabedoria sempre.
♥

NOSSA PRINCESA PRIMOGÊNITA

Em 24 de junho de 199 e alguma coisa, nasce uma princesa
A primeira. Bela, branca, fofa, uma beleza!
A nossa alegria,o nosso bem, a nossa pérola, uma riqueza!
Que traduz uma parte da nossa felicidade, do nosso motivo de viver.

Querida, amada! Sim, por onde você passa deixa uma rastro de bondade
Com a família, amigos e irmãos de fé, mostra sua meiguice e sensibilidade
Seus discípulos: crianças e alunos,lidera com paciência e generosidade
Virtudes que só se encontram em pessoas especiais com profundo saber.

Ao longo desses anos, (candura), temos presenciado
O amor, o cuidado e a fidelidade de Deus, sempre ao teu lado
Na maratona do dia-a-dia: música, faculdade e serviço de Deus, o qual te tem confiado
E o Espírito Santo que em ti habita, sempre a ti dizer: filha, EU AMO VOCÊ.
Tua família: Moysés, Socorro, LorenaAfonso e Verena. Te amamos. Muitos Beijos.

O cidadão e o ambiente de trabalho

      

         Quando se fala em ser humano e o ambiente de trabalho, abre-se um leque de motivos para discussões, pela alta complexidade dos assuntos. Segundo o autor do tema Meio Ambiente e Cidadania, "O ser humano é feito do ambiente em que vive..."; com certeza é verdade, pois o primeiro ambiente onde ele se conscientiza como ser humano, vai determinar, positiva ou negativamente, todos os outros, inclusive o profissional. Se nesse primeiro ambiente, houve bons ensinamentos e bons exemplos, como respeito, limites, serenidade, paciência, tolerância, colaboração, etc., este cidadão não irá ter dificuldades em seus relacionamentos interpessoais. Segundo Chiavenato(2000, p.128),o homem tem dois padrões de comportamento: cooperação e competição. Afirmação correta. Mas sempre um irá prevalecer sobre o outro, e o que vai determinar isso, é o primeiro ambiente de convivência, ou seja, o espaço familiar. É a forma como esse caráter foi trabalhado. Emoções e idéias hão de se confrontar, pois cada ser humano é único, mas o caráter não muda.
          A estrutura física do trabalho é importante para o bom desempenho e perfeição das tarefas realizadas. Porém o mais importante é a boa estrutura física e emocional do trabalhador, porque se o cidadão estiver bem resolvido consigo mesmo, ou seja, buscando sempre bons sentimentos, qualidade de vida e, acima de tudo, autoconhecimento, irá superar as diferenças e complexidades desta convivência humana. Um item crucial para o desenvolvimento das relações é a boa comunicação, seja ela de que forma for; pois facilita a organização e define as atividades e responsabilidades de cada cidadão no ambiente de trabalho.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Dimensão Educacional da cidadania: uma nova fronteira

     


  Segundo Art.205 da Constituição Federal, "A educação é dever do Estado e da família e direito de todos, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho." 
       Embora a Educação com seus direitos e deveres estejam estabelecidos e explícitos nas leis constitucionais, muitos cidadãos brasileiros ainda estão longe da escola, pois o estado e a família não cumprem com seus deveres,  fazendo com que esse "direito de todos" chegue a realização ou seja fato.  O estado, por sua vez, poderia priorizar, investindo "pesado", para que os cidadãos cresçam intelectual e profissionalmante, mas o investimento no social, ou seja, em gente, nunca foi o forte dos nossos representantes políticos. 
       A família, que poderia dar a proteção e o apoio e os valores necessários para que esse cidadão aprenda a dar os primeiros passos na vida, prefere mostrar-lhe um atalho, que são as chamadas agências sociais de educação, como a televisão, por exemplo.  Onde poderia ter as funções de educar e entreter, está deseducando, estimulando a violência e negando a ética, e mais, monopolizando a informação, ou seja, impedindo o cidadão de formar suas próprias opiniões, enfim, de criticar.
       Maria Victória Benevides, em conferência proferida no concurso para professores em Sociologia da Educação na FEUSP, 1996, sob o tema: Educação para Democracia, diz que "A escola é o locus privilegiado " para o desenvolvimento da educação" embora sofra, atualmente, a concorrência de outras instituições - como os meios de comunicação de massa, a escola continua sendo a única instituição cuja função oficial exclusiva é a Educação."
       Nas palavras de Rousseau, um clássico educador político: "A pátria não subsiste sem liberdade, nem a liberdade sem a virtude, nem a virtude sem os cidadãos (...) Ora, formar cidadãos não é questão de dias, e para tê-los adultos é preciso educá-los desde crianças."(Sur L'economie Politiqu'e).
       E aí que a escola e, consequentemente, o Estado estão inseridos. Pois educar não é apenas mandar o filho estudar e construir prédios para abrigar  alunos; e sim, a família dar o exemplo de amor, respeito ao próximo, enfim, promover o mínimo de dignidade para esse cidadão que está crescendo; e o estado pode ajudar, qualificando profissionais, estruturando escolas, injetando recursos e materiais necessários para o desenvolvimento intelectual e profissional desse cidadão, como está registrado no Art.205 da Constituição brasileira.


Referências
dji.com.br/constituição_federal/cf205 a 214.htm
www.hottopos.com/notands/educação_para_a_democracia.htm.
HERKENHOFF, João Baptista:Cidadania para todos.Rio de Janeiro:Thex. Ed.2002.

Romantismo: poesia



ROMANTISMO – A POESIA EM PORTUGAL E NO BRASIL
 

 INTRODUÇÃO
       Definiu-se como escola literária na Europa a partir dos últimos 25 anos do século XVIII. O romance “Werther”, de Goelhe, publicado na Alemanha em 1774, lança as bases definitivas do sentimentalismo romântico.
      Em Portugal, o Romantismo apresenta-se com a publicação em 1825, do poema “Camões”, de Almeida Garrett, em seu exílio em Paris. Os primeiros anos dessa escola em Portugal coincidem com as lutas civis entre liberais e conservadores, acirrados com a renúncia de D Pedro ao trono brasileiro e sua luta pelo trono de Portugal, ao lado dos liberais.
      No Brasil, duas publicações iniciam o Romantismo, ambas lançadas em Paris, por Gonçalves de Magalhães em 1836: a revista “Niterói” e o livro de poesias “Suspiros Poéticos e Saudades”.

MOMENTO HISTÓRICO
     Define-se a partir de 1836, com a publicação da revista “Panorama”, se seguiram as primeiras narrativas de Alexandre Herculano e os dramas de garrett. Com o liberalismo burguês em alta, desaparece a censura absolutista e propõe-se novas idéias políticas e literárias.
     O fim do Romantismo aconteceu com as rebeliões de um grupo de jovens de Coimbra, e atingiu se auge em 1865, com a Questão Coimbrã que revolucionou as letras em Portugal.
è No Brasil o Romantismo ocorre a partir da chegada da Família Real em 1808, levando o Rio de Janeiro a um processo intenso de urbanização, período propício à divulgação das tendências européias.
      Após 1822, ano da Independência, cresce no Brasil o sentimento de nacionalismo, busca-se o passado histórico, exalta-se a natureza pátria, características que se encaixavam à necessidade brasileira de auto afirmação.
O declínio do Romantismo brasileiro coincide com a decadência da Monarquia escravocata: em 1870, manifestaa-se pensamentos realistas, naa faculdades de Recife e São Paulo. Em 1881, publica-se os primeiros romances de tendência realista: “O Mulato”, de Aluísio de Azevedo e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis.

ROMANTISMO: EXPRESSÃO LITERÁRIA DA BURGUESIA
      Ora, deixando de lado outras discussões prévias que o assunto implica, pensamos que o Romantismo se deve caracterizar em função das relações entre o escritor e o público em dado momento da história da civilização européia ocidental.  Abreviando: o Romantismo é a expressão literária da época em que o escritor entra em contato com as massas burguesas em fase de ascensão.”
                                                      Antonio José Saraiva. Para a história da Cultura
                                                                                                                            Em Portugal.

CARACTERÍSTICAS        
·          O Romantismo liberta-se da Corte, dos nobres exigentes que financiavam sua. As obras                              deixam                de ser encomendas e o público agora é amplo e produção anônimo. Aparecendo uma nova linguagem.
·         O surgimento de um público consumidor e a literatura torna-se mais popular. Surge o romance, forma literatura acessível; o teatro abandona as formas clássicas e se inspira em temas nacionais. A prosa artística ganha espaço que era negado no clássico.

   ·         No aspecto formal aparece o verso livre, sem métrica e sem estrofação e o verso branco, sem rima, prevalecendo o “acento da inspiração”.

  PREFÁCIO  AOS SUSPIROS POÉTICOS E SAUDADES
      É um livro de poesias escritas segundo as impressões dos lugares; ora assentado entre as ruinas da antiga Roma, meditando sobre a sorte dos impérios; ora no cimo dos Alpes, a imaginação vagando no infinito como um átomo no espaço; ora na gótica catedral, admirando a grandeza de Deus, e os prodígios do Cristianismo; ora entre os ciprestes que espalham sua sombra sobre os túmulos; ora enfim refletindo sobre a sorte da Pátria, sobre as paixões dos homens, sobre o nada da vida. Poesias d’alma e do coração, e que só pela alma e pelo coração devem ser julgadas. [...]
                                 Quanto à forma,  isto é, a construção, por assim dizer, material das estrofes,                                                        nenhuma ordem seguimos; exprimindo as ideias como elas se apresentaram, para não destruir o acento da inspiração; além de que, a igualdade de versos, a regularidade das rimas, e a simetria das estrofes produz uma tal monotonia, que jamais podem agradar.
                             MAGALHÃES, Gonçalves de. Gonçalves de Magalhães – trechos escolhidos.                                                                                                                                                                     
                                                                                              Rio de Janeiro: Agir, 1961, p.88.                            
·         Quanto ao conteúdo, há o cultivo do Nacionalismo, que é a exaltação da natureza pátria, no retorno ao passado histórico e na criação do herói nacional. ( na literatura européia, os heróis belos e valentes cavaleiros medievais; na brasileira, são os índios, também belos, valentes e civilizados). A natureza tem múltiplos significados: é uma extensão da pátria, é um refúgio à vida urbana, é um prolongamento do próprio poeta e de seu estado emocional.
·         Sentimentalismo, que é o “cartão de visita” do movimento, as emoções pessoais são valorizadas, o mundo interior, o subjetivismo. Esse eu valorizado gera o egocentrismo, colocando os poetas românticos como o centro do universo, gerando choque entre a realidade e o interior do poeta
.     Evasão Romântica, que são constantes fugas da realidade, provocadas pelo estado de frustração perante a derrota do ego: álcool,ópio,prostíbulos, saudades da infância, Essas fugas têm ida e volta, exceção fita à maior de todas as fugas românticas: a morte.
.     O fim do romantismo(década de 1860) é marcado por uma literatura mais social que aparece a partir das transformações que atingem toda a Europa, como a Revolução Industrial, por exemplo.  A literatura passa a refletir as grandes agitações, como a Questão Coimbrã em Portugal e a luta abolicionista no Brasil, resultando na poesia social de Castro Alves.
      
      COMPARAÇÃO ENTRE O CLASSICISMO E O ROMANTISMO
       CLASSICISMO                             ROMANTISMO
        > modelo clássico                              > não há modelos
        > geral, universal                                > particular, individual
        > impessoal, objetivo                         > pessoal, subjetivo
        > Antiguidade clássica                        > Idade média
        > paganismo                                      > Cristianismo
        > apelo à inteligência                          > apelo à imaginação
        > razão                                              > sensibilidade
       > erudição                                          > folclore
       > elitização                                         > motivos populares
       > disciplina                                         > libertação 
       > imagem racional amor/mulher           >imagem subjetiva/sentimental do amor/mulher
       > formas poéticas físicas                     > versificação livre
 GERAÇÕES ROMÃNTICAS EM PORTUGAL
      DOIS GRANDES MOMENTOS - 1838 E1865
      . Primeira geração: Autores responsáveis pelo novo estilo
        Almeida Garret e Alexandre Herculano








 Segunda Geração: o chamado Ultraromantismo, característica que leva a exagero, como nas obras de Camilo Castelo Branco e Soares de Passos.
       









GERAÇÕES ROMÂNTICAS DO BRASIL
      
 Primeira Geração: Nacionalista ou Indianista : marcada pela exaltação da natureza, volta              ao                passado, criação do herói nacional. O Sentimentalismo e a Religiosidade também estão presentes. Destaque para Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães.
    Segunda Geração: mal-do-século. É também chamado byroniana, pois sofre influência da poesia de Lord Byron. Têm a presença do egocentrismo, negativismo, boemia, dúvida, desilusão adolescente e tédio- características do Ultraromantismo, o verdadeiro mal-do-século -, seu tema é a fuga da realidade. Destaque para Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Fagundes Varela.
     
Terceira Geração:Condoreira -poesia social e literária, reflete as lutas internas da 2a. metade do reinado de D. Pedro II. Conhecida como Hugoana, por sofrer influência de Victor Hugo e de sua poesia político-social. O termo Condoreirismol vem do símbolo de liberdade adotado pelos jovens românticos: o condor, águia que habita o alto da cordilheira do Andes. Destaques: Castro Alves e Sousa Andrade.

 PRODUÇÃO LITERÁRIA- O ROMANTISMO POÉTICO EM PORTUGAL
                                                                                   -> Almeida Garret (1799 - 1854)    
 
 As primeiras poesias têm características árcades, onde o poeta defende a imitação de autores quinhentistas e a perfeição estética,como no texto de Lírica de João Mínimo, publicada em 1829.v
       Num segundo momento, os poemas narrativos históricos "Camões" e D.Branca" - não propriamente românticos, refere-se, respectivamente, suas paixões, seu amor à pátria; e o segundo retrata as lutas da reconquista.
      Num terceiro momento, a poesia dos últimos livros: Flores sem fruto e  Folhas caídas, voltados para o amor e experiências pessoais, cores e angústias de seu relacionamento com a Viscondessa da Luz.
       
       Este inferno de amar
        Este inferno de amar - como eu amo!
        Quem mo pôs aqui n'alma...quem foi?
        Esta chama que alenta e consome,
        Que é a vida - e que a vida destrói -
        Como é que se veio a atear,
        Quando - aí quando se há de ela apagar?
        Eu não sei, não me lembra: o passado,
        A outra vida que dantes vivi
        Era um sonho talvez... - foi um sonho -
        Em que paz tão serena a dormi!
        Oh! que doce era aquele sonhar...
        Quem me veio, ai de mim! despertar?
        Só me lembra que um dia formoso
        Eu passei... dava o Sol tanta luz!
        E os meus olhos, que vagos giravam,
        Em seus olhos ardentes os pus.
        Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;
        Mas nessa hora a viver comecei...
                                     GARRET, Almeida, Lírica completa.Lisboa: Arcádia, 1979. p.368.

-> Soares de Passos(1826 - 1860)
       
  Marcada pelo sentimentalismo, solidão, visão liberal-burguesa da sociedade e presença da morte. "O    noivado do sepulcro", balada que apresenta um lirismo jurídico. 





PRODUÇÃO LITERÁRIA - O ROMANTISMO POÉTICO NO BRASIL
-> Gonçalves Dias  (1823 - 1864)
  Consolidou o Romantismo brasileiro, trabalhou temas como o indianismo, a natureza pátria, a religiosidade. As Sextilhas de Frei Antão, são poemas escritos em português medieval. "Casar o pensamento com o sentimento, a idéia com a paixão", pregava o poeta. Suas composições líricas dão uma visão de amor do homem romântico, marcados por dor e sofrimento.
     Como autor da primeira geração, ele apresenta poesia nacionalista, idealiza a figura do índio, com sentimentos e atitudes artificiais, europeizada. Utiliza recursos de métrica, musicalidade e ritmo.Destacam-se: "I-Juca Pirama", "Marabá" e "Cançao do Tamoio".


   -> Álvares de Azevedo (1831 - 1852)
     Responsável pelos contornos definitivos do mal-do-século em nossa literatura, influenciada por Byron e Musset. Suas poesias falam de amor e de morte, amor idealizado, irreal, não se materializa. Daí a frustração, o sofrimento.  Seu livro de poemas Lira dos vinte anos revela uma duplicidade: um poeta meigo, dóci 
 lltambém satânico, irônico.
Noite na Taverna, livro de contos fantásticos é exemplo da literatura mal-do-século. É um livro em prosa que fala de seis estudantes bêbados narrando suas aventuras marcadas por sexo, incestos, assassinatos,traições e mistérios. 


 -> Castro Alves( 1847 - 1871)
     Poeta da última geração, educado pela literatura de Víctor Hugo, tem horizontes mais amplos. Cultivou o egocentrismo, como os outros da 1a. geração, mas também interessou-se pela realidade que o rodeava. Cantou a mulher, o amor, a morte, a repúlblica, o abolicionismo e as lutas de classes.
     Enquanto ele apresenta em sua temática tendências realistas, é perfeitamente romântico na forma, exagerado nas metáforas, comparações, antíteses e hipérboles, típicos do Condoreirismo:
                                      "A praça! A praça é do povo
                                         como o céu é do condor
                                         É o antro onde a liberdade
                                         Cria águias em seu calor."
    A sua poesia lírico-amorosa evolui da idealização para concretização das viagens sonhadas pelos românticos; aparece uma mulher de carne e osso, sensual, individualizada em Eugênia Câmara.
                          "Boa noite, Maria! Eu vou-me embora
                             A lua nas janelas bate em cheio
                             Boa-noite, Maria! É tarde... é tarde...
                             Não me apertes assim contra teu seio
                             [...]
                             Mulher do meu amor! Quando aos meus beijos
                             Treme tua alma, como a lira ao vento,
                             Das teclas de teu seio que harmonias,
                             Que escalas de suspiros, bebo atento!"
    Na busca por um grande ideal democrático(a Repúlblica), Castro Alves tornou-se célebre por sua obra sobre a escravidão; o importante era a derrubada da Monarquia e, consequentemente, o trabalho escravo. O poeta alcançou maior sucesso fundindo a efusão lírica e a eloquência condoreira, como atestam-se as poesias: "Vozes al África", "Saudação a Palmares" e "Navio Nagreiro".
                            "Auriverde pendão de minha terra,
                               Que a brisa do Brasil beija e balança,
                               Estandarte que a luz do sol encerra,
                               E as promessas divinas da esperança..."
                                                      (fragmento da sexta parte do poema "Navio Negreiro".

                                                          ( Resumo do livro:" Português: de olho no mundo do trabalho", de Ernane Terra e José de Nicola.