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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Resumos

LAKATOS, Eva Maria. Pesquisa bibliográfica. In:_____. METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO.7.ed. São Paulo: Atlas. p.72 - 77.

         Os resumos são instrumentos obrigatórios de trabalho através do quais se podem selecionar obras que merecem a leitura do texto completo. A sua validade se dá, se conter, de forma sintética e clara, a natureza da pesquisa realizada, resultados e conclusões, destacando-se o valor e originalidade dos achados. Tem a finalidade de difundir as informações contidas em livros,  artigos etc., permitindo a quem o ler resolver sobre a conveniência ou não de consultar o texto completo. O caráter de um resumo depende de seus objetivos: apresentar uma narrativa das partes mais significativas, não dispensando a leitura do texto; condensar o conteúdo, expondo finalidades, metodologia do resultados obtidos e as conclusões da autoria, permitindo ser usado em trabalhos científicos, e dispensando a leitura posterior do texto original; analisar  o documento de forma interpretativa, criticando os diferentes aspectos do texto.  Como resumir: para uma melhor organização das idéias, na primeira leitura, faz-se um esboço do texto, tentando captar o plano geral da obra e seu desenvolvimento. A seguir, retorna-se a leitura para responder a duas questões principais: de que trata o texto? O que pretende demonstrar? Com isso, identifica-se a ideia central e o propósito. Na terceira leitura, deve-se descobrir as partes principais do texto, dando significado e compreensão as ideias e os exemplos, que servem como explicação, discussão e demonstração da estrutura principal. Inicia-se novo parágrafo; porém, a ligação entre eles(parágrafos) permite identificar consequência, justaposição, oposição, incorporação de novas idéias e complementação do raciocínio.  A finalidade da última leitura deve compreender o sentido de cada parte importante, faz-se anotação das palavras-chave das mesmas, verifica-se o tipo de relação entre as partes (consequência, oposição, complementação, etc.). Finalizando, passa-se à elaboração do resumo. Tipos: Indicativo ou descritivo, quando faz-se referência às partes mais importantes do texto, utiliza-se frases curtas, não é simples enumeração e não dispensa a leitura do texto completo. Informativo ou analítico, quando contém todas as informações principais  e permite dispensar a leitura do texto; tem a finalidade de informar o conteúdo e as principais idéias do autor. Ao final do resumo, indica-se as palavras-chave do texto.  Crítico, quando se formula um julgamento sobre o trabalho, é  a crítica a metodologia, ao conteúdo, ao desenvolvimento da lógica da demonstração, a técnica de apresentação das ideias principais. Não há citações.

sábado, 23 de agosto de 2014

Resenha

     Resenhar significa fazer uma relação das propriedades de um objeto, enumerar cuidadosamente seus aspectos relevantes, descrever as circunstâncias que o envolvem.

     O objeto resenhado pode ser um acontecimento qualquer da realidade(um jogo de futebol, uma comemoração solene, uma feira de livros) ou texto de obras culturais(um romance, uma peça de teatro,um filme).

     A resenha, como qualquer modalidade de discurso descritivo, nunca pode ser completa e exaustiva, já que são infinitas as propriedades e circunstâncias que envolvem o objeto descrito.  O resenhador deve proceder seletivamente, filtrando apenas os aspectos pertinentes do objeto, isto é, apenas aquilo que é funcional em vista de uma intenção previamente definida.

     Imaginemos duas resenhas distintas sobre um mesmo objeto, o treinamento dos atletas para uma copa mundial de futebol: uma resenha destina-se aos leitores de uma coluna esportiva de um jornal; outra, ao departamento médico que integra a comissão de treinamento. O jornalista, na sua resenha, vai relatar que um certo atleta marcou, durante o treino, um gol olímpico, fez duas coloridas jogadas de calcanhar, encantou a plateia presente e deu vários autógrafos. Esses dados, na resenha destinada ao departamento médico, são simplesmente despreziveis.

     Com efeito, a importância do que se vai relatar uma resenha depende da finalidade a que ela se presta.

     Numa resenha de livros para o grande público leitor de jornal, não tem o menor sentido descrever cm pormenores os custos de cada etapa de produção do livro, o percentual de direito autoral que caberá ao escritor e coisas desse tipo.

     A resenha pode ser puramente descritiva, isto é, se nenhum julgamento ou apreciação do resenhador, ou crítica, pontuada de apreciações, notas e correlações estabelecidas pelo juízo crítico de quem a elaborou

     A resenha descritiva consta de:

a) uma parte descritiva em que se dão informações sobre o texto:
    - nome do autor(ou dos autores);
    - título completo e exato da obra( ou do artigo);
    - nome da editora e, se for o caso , da coleção de que faz parte a obra;
    - lugar e data da publicação;
    - número de volumes e páginas.

     Pode-se fazer, nessa parte, uma descrição sumária da estrutura da obra(divisão em capítulos, assunto dos capítulos, índices, etc.). No caso de uma obra estrangeira, é útil informar também a língua da versão original e o nome do tradutor(se se tratar de tradução).

b) uma parte com o resumo do conteúdo da obra:
    - indicação sucinta do assunto global da obra(assunto tratado) e do ponto de vista adotado      pelo         autor(perspectiva teórica, gênero, método, tom etc.);
    - resumo que apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral.

     Na resenha crítica, além dos elementos já mencionados, entram também comentários e julgamentos do resenhador sobre as ideias do autor, o valor da obra, etc.

             FIORIM, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2007.p.426,427.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A viagem às minhas raízes

                Aquela viagem seria muito importante para mim, pois iria conhecer o lugar do meu nascimento. Entramos em uma embarcação de pequeno porte em um dos portos fluviais de Belém e atravessamos a Baía do Guajará. A viagem durou aproximadamente cinco horas. Estavam comigo na embarcação: meu pai, uma de minhas irmãs(os dois já não estão mais entre nós), minha três filhas e, é claro, o piloto, que por sinal é meu primo. 
          A viagem foi cansativa e a maré estava baixando, que dificultou a nossa chegada. Lembro-me que, ao estacionarmos na frente da casa onde iríamos passar a noite, o meu pai saiu do barco afim de ajudar a empurrá-lo e acabou se atolando na lama e tivemos que fazer força para puxá-lo de lá, este incidente foi algo que marcou na minha memória.
       O meu pai se chamava Valentim, o nome em si, já lembra da palavra valente, que significa pessoa  forte, corajosa, de brio; na época da viagem ele tinha 93 anos, mas era um homem cheio de vitalidade, tinha altas doses de humor e gostava de passear e viajar; e um de seus últimos desejos era me levar para conhecer as minhas raízes, pois quando viemos para Belém eu tinha a idade de 1 ano. 
       A viagem foi marcante, principalmente para minha filhas, pois conhecemos familiares, passeamos de canoa, tomamos banho no igarapé, conhecemos o processo de fabricação da farinha, comemos muitas frutas e tomamos bastante açaí.  
       No regresso, já dentro da embarcação, passamos pela frente de uma fazenda, onde havia muitos búfalos, ao longe, e a minha caçula(Verena), na época com 3 anos de idade, exclamou:
_ Mãe, olhe um monte de macacos!
        Aquilo foi motivo de muitos risos e ficou marcado na nossa  memória, e todas as vezes que íamos visitar meu pai , ele sempre, com muito humor, zombava da neta.
          Como é bom quando temos algo positivo para lembrar, principalmente quando se trata de um fato que vem somar na nossa vida, e mais, quando as pessoas envolvidas são importantes e inesquecíveis, como é o caso do meu pai.

A legalização do aborto: lei que nega o direito à vida



           

                    O                    aborto no Brasil é ato ilegal, é crime e continuará sendo, na opinião daqueles que defendem a vida: como a igreja, entidades e, principalmente mulheres que não podem engravidar e têm esse desejo como um sonho, que pretendem, um dia, realizar.
              A Constituição do Brasil  tem como um de seus fundamentos a "dignidade da pessoa humana", também "garante a inviolabilidade do direito à vida", afirma o Presidente da Comissão para vida e família da CNBB, D. João C. Petrini, e cita ainda que não há necessidade de se legalizar o aborto, mas implantar políticas públicas que amparem as grávidas nas mais difíceis situações, para que a vida do bebê seja preservada e essa gravidez chegue até o final, com a realização da mãe, evitando, assim, o drama e o trauma do aborto.
           Mas há aqueles que defendem a interrupção da gravidez, até a 12a. semana, como por exemplo, pasmem! O Conselho Federal de Medicina; e a proposta está em discussão no Senado. Mas segundo a literatura médica atual, "...os doze pares de nervos cranianos se formam durante a quinta e a sexta semanas de desenvolvimento", defende a doutora  Lenise Garcia, Presidente da entidade pró-vida Brasil sem aborto.
             Sabe-se que o assunto levanta discussões e é complexo, mas temos nossa convicções favoráveis à vida, pois temos a fé e a esperança firmados em um Ser que morreu e ao terceira dia reviveu, dando-nos exemplo de amor a vida.  Então não podemos concordar com essa proposta que está tramitando  no Congresso Nacional, pois o ser que começa a viver a partir da união de duas células, não tem culpa de atitudes irresponsáveis, sem compromisso, violentas e sem amor dos adultos.
             Que o mundo vire de cabeça para baixo, mas temos que defender aquilo em que acreditamos.



Mensagem para minha primogênita


Foto: Parabéns BERNADETE!!!! 
Mana C sabe que eu te AMO de montão,né?
Obrigado por tudo ,sempre que preciso eu sei que posso contar com vc e vc sempre pode contar comigo.
Que DEUS te abençoe , e te dê sabedoria sempre.
♥

NOSSA PRINCESA PRIMOGÊNITA

Em 24 de junho de 199 e alguma coisa, nasce uma princesa
A primeira. Bela, branca, fofa, uma beleza!
A nossa alegria,o nosso bem, a nossa pérola, uma riqueza!
Que traduz uma parte da nossa felicidade, do nosso motivo de viver.

Querida, amada! Sim, por onde você passa deixa uma rastro de bondade
Com a família, amigos e irmãos de fé, mostra sua meiguice e sensibilidade
Seus discípulos: crianças e alunos,lidera com paciência e generosidade
Virtudes que só se encontram em pessoas especiais com profundo saber.

Ao longo desses anos, (candura), temos presenciado
O amor, o cuidado e a fidelidade de Deus, sempre ao teu lado
Na maratona do dia-a-dia: música, faculdade e serviço de Deus, o qual te tem confiado
E o Espírito Santo que em ti habita, sempre a ti dizer: filha, EU AMO VOCÊ.
Tua família: Moysés, Socorro, LorenaAfonso e Verena. Te amamos. Muitos Beijos.

O cidadão e o ambiente de trabalho

      

         Quando se fala em ser humano e o ambiente de trabalho, abre-se um leque de motivos para discussões, pela alta complexidade dos assuntos. Segundo o autor do tema Meio Ambiente e Cidadania, "O ser humano é feito do ambiente em que vive..."; com certeza é verdade, pois o primeiro ambiente onde ele se conscientiza como ser humano, vai determinar, positiva ou negativamente, todos os outros, inclusive o profissional. Se nesse primeiro ambiente, houve bons ensinamentos e bons exemplos, como respeito, limites, serenidade, paciência, tolerância, colaboração, etc., este cidadão não irá ter dificuldades em seus relacionamentos interpessoais. Segundo Chiavenato(2000, p.128),o homem tem dois padrões de comportamento: cooperação e competição. Afirmação correta. Mas sempre um irá prevalecer sobre o outro, e o que vai determinar isso, é o primeiro ambiente de convivência, ou seja, o espaço familiar. É a forma como esse caráter foi trabalhado. Emoções e idéias hão de se confrontar, pois cada ser humano é único, mas o caráter não muda.
          A estrutura física do trabalho é importante para o bom desempenho e perfeição das tarefas realizadas. Porém o mais importante é a boa estrutura física e emocional do trabalhador, porque se o cidadão estiver bem resolvido consigo mesmo, ou seja, buscando sempre bons sentimentos, qualidade de vida e, acima de tudo, autoconhecimento, irá superar as diferenças e complexidades desta convivência humana. Um item crucial para o desenvolvimento das relações é a boa comunicação, seja ela de que forma for; pois facilita a organização e define as atividades e responsabilidades de cada cidadão no ambiente de trabalho.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Dimensão Educacional da cidadania: uma nova fronteira

     


  Segundo Art.205 da Constituição Federal, "A educação é dever do Estado e da família e direito de todos, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho." 
       Embora a Educação com seus direitos e deveres estejam estabelecidos e explícitos nas leis constitucionais, muitos cidadãos brasileiros ainda estão longe da escola, pois o estado e a família não cumprem com seus deveres,  fazendo com que esse "direito de todos" chegue a realização ou seja fato.  O estado, por sua vez, poderia priorizar, investindo "pesado", para que os cidadãos cresçam intelectual e profissionalmante, mas o investimento no social, ou seja, em gente, nunca foi o forte dos nossos representantes políticos. 
       A família, que poderia dar a proteção e o apoio e os valores necessários para que esse cidadão aprenda a dar os primeiros passos na vida, prefere mostrar-lhe um atalho, que são as chamadas agências sociais de educação, como a televisão, por exemplo.  Onde poderia ter as funções de educar e entreter, está deseducando, estimulando a violência e negando a ética, e mais, monopolizando a informação, ou seja, impedindo o cidadão de formar suas próprias opiniões, enfim, de criticar.
       Maria Victória Benevides, em conferência proferida no concurso para professores em Sociologia da Educação na FEUSP, 1996, sob o tema: Educação para Democracia, diz que "A escola é o locus privilegiado " para o desenvolvimento da educação" embora sofra, atualmente, a concorrência de outras instituições - como os meios de comunicação de massa, a escola continua sendo a única instituição cuja função oficial exclusiva é a Educação."
       Nas palavras de Rousseau, um clássico educador político: "A pátria não subsiste sem liberdade, nem a liberdade sem a virtude, nem a virtude sem os cidadãos (...) Ora, formar cidadãos não é questão de dias, e para tê-los adultos é preciso educá-los desde crianças."(Sur L'economie Politiqu'e).
       E aí que a escola e, consequentemente, o Estado estão inseridos. Pois educar não é apenas mandar o filho estudar e construir prédios para abrigar  alunos; e sim, a família dar o exemplo de amor, respeito ao próximo, enfim, promover o mínimo de dignidade para esse cidadão que está crescendo; e o estado pode ajudar, qualificando profissionais, estruturando escolas, injetando recursos e materiais necessários para o desenvolvimento intelectual e profissional desse cidadão, como está registrado no Art.205 da Constituição brasileira.


Referências
dji.com.br/constituição_federal/cf205 a 214.htm
www.hottopos.com/notands/educação_para_a_democracia.htm.
HERKENHOFF, João Baptista:Cidadania para todos.Rio de Janeiro:Thex. Ed.2002.