LEITURA INTERESSANTE

> Literatura
> Bibliografias
> Textos e imagem de espaços visitados
> Textos de temas variados e importantes
> Mensagens pessoais

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Arcadismo


ARCADISMO





> Introdução

   O arcadismo é uma escola literária surgida na Europa no século XVIII, também denominada de setecentismo ou neoclassicismo. O nome "arcadismo" é uma referência à Arcádia, região campestre do Peloponeso, na Grécia antiga, tida como ideal de inspiração poética.
A principal característica desta escola é a exaltação da natureza e de tudo o que lhe diz respeito. Por essa razão muitos poetas do arcadismo adotaram pseudônimos de pastores gregos ou latinos. Caracteriza-se ainda pelo recurso a esquemas rítmicos mais graciosos.
                        Numa perspectiva mais ampla, expressa a crítica da burguesia aos abusos da nobreza e doclero praticados no Antigo Regime.
                                        Adicionalmente os burgueses cultuam o mito do homem natural em oposição ao homem corrompido pela sociedade, conceito originalmente expresso por Jean-Jacques Rousseau, na figura do "bom selva



> Contexto Histórico-social

                             O século XVIII, também referido como “Século das Luzes”, representa uma fase de importantes transformações no campo da cultura europeia. Na Inglaterra e na França forma-se umaburguesia que passa a dominar economicamente o Estado, através de um intenso comércio ultramarino e da multiplicação de estabelecimentos bancários, assenhoreando-se mesmo de uma parte da atividade agrícola. Paralelamente, a antiga Nobreza arruína-se, e o Clero, com as suas intermináveis polêmicas, traz o descrédito às questões teológicas. Em toda a Europa a influência do pensamento Iluminista burguês se alastra.


                                Esse período de renovação cultural que se caracteriza, em linhas gerais, pela valorização da Ciência e do espírito racionalista. O método experimental desenvolve-se; a análise crítica dos valores sociais e religiosos aguça-se, provocando polêmicas; há uma grande confiança na capacidade do homem em promover o progresso social (crença em que o bem-estar coletivo só pode advir da razão), e a tendência de libertar o universo cultural da influência da religião acentua-se cada vez mais.Em Portugal e no Brasil, a experiência neoclássica na literatura deu-se em torno dos modelos do arcadismo italiano, com a fundação de academias literárias, simulação pastoral, ambiente campestre, etc

.Em Portugal e no Brasil, a experiência neoclássica na literatura deu-se em torno dos modelos do arcadismo italiano, com a fundação de academias literárias, simulação pastoral, ambiente campestre, etc.

Características do arcadismo

          O arcadismo constitui-se numa forma de literatura mais simples, opondo-se aos exageros e rebuscamentos do Barroco, expresso pela expressão latina "inutilia truncat" ("cortar o inútil"). Os temas também são simples e comuns aos seres humanos, como o amor, a morte, o casamento, a solidão. As situações mais freqüentes apresentam um pastor abandonado pela amada, triste e queixoso. É a "aurea mediocritas" ("mediocridade áurea"), que simboliza a valorização das coisas cotidianas, focalizadas pela razão.


                   Os autores retornam aos modelos clássicos da Antiguidade greco-latina e aos renascentistas, razão pela qual o movimento é também conhecido como neoclássico. Os seus autores acreditavam que a Arte era uma cópia da natureza, refletida através da tradição clássica. Por isso a presença da mitologia pagã, além do recurso a frases latinas.

Inspirados na frase do escritor latino Horácio "fugere urbem" ("fugir da cidade"), e imbuídos da teoria do "bom selvagem" de Jean-Jacques Rousseau, os autores árcades voltam-se para anatureza em busca de uma vida simples, bucólica, pastoril, do "locus amoenus", do refúgio ameno em oposição aos centros urbanos dominados pelo Antigo Regime, pelo absolutismo monárquico.


                    Cumpre salientar que essa busca configurava apenas um estado de espírito, uma posição política e ideológica, uma vez que esses autores viviam nos centros urbanos e, burgueses que eram, ali mantinham os seus interesses econômicos. Por isso justifica falar-se em "fingimento poético" no arcadismo fato que transparece no uso dos pseudônimos pastoris.

Além disso, diante da efemeridade da vida, defendem o "carpe diem", pelo qual o pastor, ciente da brevidade do tempo, convida a sua pastora a gozar o momento presente.
Quanto à forma, usavam muitas vezes sonetos com versos decassílabos, rima optativa e a tradição da poesia épica.

                       Outras características importantes são:
 
  • valorização da vida no campo (bucolismo)
  • crítica a vida nos centros urbanos
  • idealização da mulher amada
  • utilinia truncat (cortar o inútil) 
  • convencionalismo amoroso
  • aurea mediocritas (mediocridade áurea ou ouro medíocre)
  • linguagem simples
  • uso de pseudônimos com frequência
  • pastoralismo

 

[editar]O arcadismo em PortugalO clima de renovação atingiu fortemente também Portugal que, no começo do século XVIII, passava pelo período final de sua reestruturação econômica, política e cultural.


            Durante o reinado de João V de Portugal (1707-1750) percebe-se, no país, uma certa abertura intelectual e política, como por exemplo a licença concedida à Congregação do Oratório para ministrar ensino, até então privilégio da Companhia de Jesus.
             Em 1746Luís António Verney, inspirado nas ideias dos racionalistas franceses, publica as cartas que compõem o seu "Verdadeiro Método de Estudar", obra em que critica o ensino tradicional e propõe reformas que visam a colocar a cultura portuguesa a par com a do resto da Europa.             Caberá, entretanto, ao marquês de Pombal, ministro de José I de Portugal (1750-1777), concretizar essas aspirações. Agindo com plena autonomia de poderes, o despotismo esclarecido de Pombal operou verdadeira transformação nos rumos da cultura portuguesa:
  • expulsou os jesuítas em 1759, o que enfraqueceu bastante a influência religiosa no campo cultural;
  • incentivou os estudos científicos;
  • reformou o ensino e,
  • apesar de manter um sistema de censura, afrouxou muito a repressão que era exercida peloSanto Ofício (a Inquisição).



Em Portugal, o arcadismo iniciou-se oficialmente em 1756, com a fundação da “Arcádia Lusitana”, entidade em que se reuniam intelectuais e artistas para discutirem Arte.
A “Arcádia Lusitana” tinha por lema a frase latina "Inutilia truncat" ("acabe-se com as inutilidades"), que vai caracterizar todo o movimento no país. Visavam com isto erradicar os exageros, o rebuscamento, e a extravagância preconizados pelo Barroco, retornando a uma literatura simples.

[editar]Autores

[editar]O arcadismo no BrasilVer artigo principal: Arcadismo no BrasilNeoclassicismo no Brasil



              No Brasil, vive-se o momento histórico da decadência do ciclo da mineração e da transferência do centro político do Nordeste (Salvador, na Bahia) para o Rio de Janeiro.
             Aqui o marco inaugural do arcadismo deu-se em 1768 com a fundação da “Arcádia Ultramarina”, em Vila Rica, e a publicação de “Obras Poéticas”, de Cláudio Manuel da Costa. Embora não chegue a constituir um grupo nos moldes das arcádias europeias, constituem a primeira geração literária brasileira.
             Nesta colônia portuguesa, as ideias iluministas vieram ao encontro dos sentimentos e anseios nativistas, com maior repercussão em Vila Rica, centro econômico mais importante à época, em função da mineração. A figura do “bom selvagem” de Rousseau dará origem, na colônia, ao chamado Nativismo. O acontecimento político mais importante será a Inconfidência Mineira, tentativa mal-sucedida de libertar a província das Minas Gerais do domínio colonial português. A politização do movimento apresentou-se através dos poetas árcades brasileiros, participantes da Conjuração.
             A chamada "Escola Setecentista" desenvolve-se até 1808 com a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, que com suas medidas político-administrativas, permitiu a introdução do pensamento pré-romântico no Brasil.
             Entre as características do movimento no Brasil, destacam-se a introdução de paisagens tropicais, como em Caramuru, valorização da história colonial, o início do nacionalismo e da luta pela independência e a colocação da colônia como centro das atenções.

[editar]Autores

  • Freire Santa Rita Durão (1722-1784), autor do poema épico Caramuru . O padre mineiro escreveu este poema, sobre o descobrimento da Bahia, em versos decassílabos e oitava rima camoniana. Caracteriza-se pela exaltação da terra brasileira, descrevendo paisagens que lembram a literatura informativa do Quinhentismo. O elemento indígena é visto sob o prisma informativo.
  •                                                        Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) Obras Poéticas e 

  • Basílio da Gama (1741-1795), mineiro, autor do poema épico O Uraguai , tem dois objetivo: a defesa e exaltação da política pombalina e a crítica aos jesuítas. O tema histórico é a luta empreendidsa pelas tropas portuguesas, auxiliadas pelos espanhóis, contra os índios dos sete povos das Missões, instigados pelos jesuítas em consequência da assinatura do Tratado de Madri(1750). No aspecto formal: distribuidos em apenas cinco cantos, os versos decassílabos brancos(sem rima) não apresentam divisão em estrofes. Os versos iniciais do poema são famosos por permitirem a visualização do campo da luta.
  •      "Fumam ainda nas desertas praias
  •                Lagos de sangue tépidos, e impuros,
  •                Em que ondeiam cadáveres despidos,
  •                Pastos de corvos. "
  •                                              GAMA, Basilio da. O Uruguai. 2. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1972

  • Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), autor de Marília de Dirceu e Cartas
  • Chilenas - Pseudônimo Dirceu. Nasceu em  Portugal, filho de mãe portuguesa e pai brasileiro, graduou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, veio definitivamente para o Brasil, instalou-se em Vila Rica como ouvidor e juiz; na época da Inconfidência Mineira, prestes a casar com Maria Dorotéia Joaquina de Seixas Brandão, a Marília, é preso e levado para o Rio de Janeiro, e depois para Moçambique.
  •       Seu principal trabalho são as Liras de " Marília de Dirceu", inspirada em seu romance com Maria Dorotéia, apresenta duas partes distintas. Na primeira, ele se posiciona como um pastorque cultiva o ideal da vida campestre, e pinta, por palavras a natureza e a mulher amada. No entanto, a poesia sofre alteração, tendo como divisor de águas, a prisão do poeta; que na segunda parte, faz uma série de reflexões que tratam tanto de justiça dos homens(ele se considera inocente), quanto dos caminhos do destino e da eterna consolação no amor que sente por Marília . 
  • As Cartas Chilenas são poemas satíricos escritos em linguagem agressiva apresentando versos decassílabos e pseudônimos; são assinados por ele endereçada a Cláudio Manuel da Costa, onde ele critica as arbitrariedades de um político, o Fanfarrão Minésio(na verdade, é o Governador de Minas Gerais, Luís da Cunha Menezes, antes da Inconfidência).
  • Inácio José de Alvarenga Peixoto (1744-1793)
  • Silva Alvarenga (1749-1814),
  • Bocage (1765-1805)- Portugal. Pseudônimo: Elmano Sadino. (Mais informações, acima.).

[editar]Ligações externas


segunda-feira, 6 de maio de 2013

O cidadão vive a ética ou apenas divulga?


        Vivemos em um momento em que a ética é palavra obrigatória em todos os segmentos da sociedade: instituições educacionais, empresariais, políticas, enfim, estudiosos do assunto. Mas há questões, nas quais existem pontos de interrogação: qual o efeito desse comportamento no indivíduo? Todos sabem o verdadeiro significado?
       Para a Filosofia, ética é diferente de moral. Esta se fundamenta em costumes, obediência a regras e padrões religiosos e aquela se fundamenta no caráter. E se esse caráter estiver doente, fragmentado, precisando ser reformulado? É o que está acontecendo em nossa sociedade, fala-se, divulga-se, mas não se pratica; pois isto é um processo que exige exercício diário, como disciplina, paciência, tolerância; virtudes tais que precisam de tempo para aperfeiçoamento, e tempo é uma palavra que está desaparecendo do dicionário do cidadão brasileiro; pois na correria pela sobrevivência, pela formação intelectual, o indivíduo esquece-se de refletir sobre suas atitudes, de olhar para seus semelhantes, e, principalmente, deixa de atender as necessidades de sua família.
       Essa ética, que é tão proclamada, que poderia ter sido trabalhada lá atrás, no seio familiar, na formação do caráter, para ser utilizada sem pressão, sem obrigação, mas de forma expontânea, não foi priorizada. E hoje assistimos - uns boquiabertos, outros acostumados - individuos corruptos, sem respeito pelo próximo, sem limites, violentos, enfim uma sociedade doente. Infelizmente, doença que não se pode curar com remédios, comprados na farmácia ou doados pelo SUS.
      E a tal ética, onde está?Eu respondo: Está sendo apenas divulgada.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Visita ao Centro Histórico de Belém


1.Introdução  
    Aconteceu em 05 de fevereiro de 2013, no Centro Histórico de Belém, sob a coordenação da professora Cíntia Arruda, da disciplina Preservação e Conservação de Acervos, visita técnica no circuito externo  do Forte do Presépio, na  Igreja de Santo Alexandre, Museu de Arte Sacra e Igreja da Sé, e contou com a participação dos alunos do Curso Técnico de Biblioteca, 6a. fase, turno tarde e noite.

2. Forte do Presépio
    É o marco da fundação de Belém - 1616. Formado de dois circuitos: o externo, que é o Sítio Histórico da Fundação de Belém, onde conserva os canhões originais. Na entrada há o Portal de Aquartelamento, que atravessando encontra-se o espaço e o tempo da Feliz Luzitânia, o primeiro nome de Belém. A cidade nasceu dentro do Forte e a partir dele. Na segunda metade do séc. XIX, foi construído um muro aquartelando este sítio e ocultando o forte da paisagem urbana.  Em dezembro de 2002, o muro foi parcialmente demolido, ficando o vestígio. Encontra-se, ainda, neste espaço: o Fosso, o Baluarte e o Redente. 
      O circuito interno corresponde ao Museu do Encontro, que, segundo registro no Portal, reúne objetos de cerâmica Tapajônica e Marajoara  e cultiva material recolhido no próprio sítio.
 




3. Igreja de Santo Alexandre

    Seu primeiro nome foi Igreja de São Francisco Xavier, em homenagem a um missionário jesuíta. Em 1639, era uma ordem religiosa feita de barro, palha e madeira. O período de construção deu-se de 1698 a 1719. A parede frontal ainda é original, feita de pedra preta, barro e madeira.
     No lado direito da igreja há 3 capelas em madeira esculpida em cedro vermelho. No lado esquerdo também há 3 capelas feitas em argamassa, construído em estilo barroco tardio. A arquitetura, imagens, pinturas são traços do Barroco, com anjinhos, querubins, contornos arredondados; o teto não é original e o piso é em cerâmica. Existem 2 púlpitos, de um lado e de outro, onde eram realizadas as missas.  As tribunas, dispostas ao lado dos púlpitos, no alto, era onde a realeza assistia as missas.
     Há ainda, duas capelas transversais: ao  lado direito, era feita de pedra preta, cerâmica e madeira; no alto, ao centro, encontra-se a imagem de Santo Alexandre, que era um soldado romano; ao seu lado, São Bartolomeu e São Miguel Arcanjo. A capela ao lado esquerdo é mais recente, do séc. XIX. No alto tem um símbolo em latim: IHS, que significa JESUS, SALVADOR DOS HOMENS; a base do altar é feita em argamassa, Cristo com a cruz em madeira, ao centro, colunas com símbolos de pássaros, uvas, escudo com símbolos de coração e cruz. Existem, ainda, quatorze pequenos quadros feitos no séc. XIX, com madeira e ferro fundido. O altamor (altar principal) é talhado em cedro vermelho, mão-de-obra indígena, catequizados pelos jesuitas; ao centro, Nossa Senhora da Conceição; em baixo do altar, dentro de um móvel transparente, há uma escultura de Jesus deitado; figuras de anjinhos segurando as colunas; o teto foi feito pelo arquiteto italiano Landi, que teve expressiva participação artística no Pará.
     A sacristia era o local onde o religioso se preparava para a missa, o altar é folheado a ouro.  á um armário retangular, onde, na época, eram guardados as roupas utilizadas na missa; o crucifixo, ao centro; e o teto é original barroco, com símbolos da igreja católica. Existem duas pedras de lápide fundidas verticalmente na parede, que foram encontradas e guardadas somente para conservação, uma, de um Arcebispo e outra de um Capitão mor.




4. Museu de Arte Sacra
 
    Localizado anexo a Igreja de Santo Alexandre, na frente, ao lado direito, há uma escultura de São Inácio de Loyola (Fundador da Ordem), no lado esquerdo, São Francisco Xavier. Na entrada, existe uma  escultura de Maria e Jesus Cristo,  morto em seu colo; em madeira policromada, estilo barroco, nas cores vermelho, azul e branco; expressão  de sentimento e movimento; o crânio na parte inferior da escultura representa a morte. Entrando no corredor, existem quadros com resumos históricos dos Carmelitas, Igreja do Carmo, São João, Os Franciscanos, A Catedral, Igreja das Mercês, Santana, etc.
     Na sala do homens, encontram-se esculturas de José de Arimatéia, São José de Botas, São Joaquim, Santana Mestra, N. Sra. da Lactação e outros. Há ainda, o quadro retratando a Santa Ceia, no qual  tem uma curiosidade: são 15 personagens ao invés de 13, além de Jesus e os discípulos,  foi colocado pelo autor Maria e um soldado romano.
     Na sala da prataria, existem objetos litúrgicos em ouro e prata: coroas, lava pés, ostensórios, castiçais, bandejas, cetros. Há um ostensório especil, que foi doado no VI Congresso Eucarístico Nacional, realizado em Belém, no ano de 1953. O mesmo é feito em ouro, prata e pedras preciosas; a base é formada por pedras preciosas que foram doadas e cravadas.

 

5. Igreja da Sé


É Também conhecida como Catedral Metropolitana de Belém. Teve a deposição da sua primeira pedra em 1748, com construções interrompidas diversas vezes, motivo de várias inaugurações.
     Em dezembro de 1755, o terceiro bispo do Pará, D. Frei Miguel de Bulhões, realiza a inauguração da nova catedral. Com a chegada do arquiteto italiano Antonio J. Landi ao Pará, a obra ganhou alguns novos elementos na fachada e no interior, recebendo influências luso-italianas do artista.
      Segundo Lélia Fernandes, diretora de Patrimônio da SECULT, "a igreja é um monumento belíssimo que se destaca dentro do Centro Histórico, que é o antigo Largo da Sé. Além disso, também guarda toda uma simbologia religiosa[...] porque de lá sai a maior manifestação do catolicismo popular na América Latina, o Círio de Nazaré."
      A igreja da Sé foi tombada de pelo Patrimônio Historico e Artístico Nacional em 194l. É um dos mais ricos patrimônios da capital paraense, principalmente do ponto de vista arquitetônico e artístico. Uma curiosidade: no interior da igreja, no alto da parede frontal, existe um orgão, Cavaillé-Coll, considerado o maior da América Latina, é de tração mecânica e foi inaugurado em 09 de setembro de l882.

 
                                                              


6. Conclusão
      Através da visita ao Centro Histórico de Belém, conclui-se que as informações colhidas são enriquecedoras para os alunos do Curso Técnico de Biblioteca, pois o conhecimento faz com que haja consciência da realidade da nossa cidade e, consequentemente, nasce a vontade de cuidar e conservar o nosso patrimônio, e o mais importante, falar bem do nosso lugar.
       Agradecimentos a professora Cíntia e ao Edgar, guia turístico do Museu de Arte Sacra de Belém.


REGRAS E NORMAS DA ABNT 2012


 NORMAS E REGRAS DA ABNT 2012

> Estrutura
Esta é a estrutura da ABNT para trabalhos acadêmicos normalmente solicitada pelas instituições de ensino





 >Margem

Аs margens devem ser: pаrа о аnversо, esquerda e superior de 3 cm e direita e inferior de 2 cm; pаrа о verso, direita e superior de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm.

 

 

>Espacejamento

 Tоdо о texto deve ser digitado оu dаtilоgrаfаdо cоm espaço 1,5, excetuаndо-se аs citações de mаis de três linhas, notas de rodapé, referências, legendas dаs ilustrações e dаs tabelas, fichа cаtаlоgráficа, nаturezа dо trabalho, objetivo, nоme dа instituição а que é submetidа e área de cоncentrаçãо, que devem ser digitados em espaço simples. Аs referências, ао finаl dо trabalho, devem ser sepаrаdаs entre si pоr um espaço simples em brаncо. Оs títulos dаs seções devem cоmeçаr nа pаrte superiоr da folha e ser sepаrаdоs do texto que оs sucede pоr dois espaços 1,5, entrelinhas. Dа mesmа fоrmа, оs títulos dаs subseções devem ser separados dо texto que оs precede e que оs sucede pоr dois espaços 

Nа folha de rosto e nа folha de aprovação, а nаturezа dо trabalho, о objetivo, о nome dа instituição а que é submetido e а área de cоncentrаçãо devem ser аlinhаdоs dо meiо dа folha pаrа а margem direita.

 >Formato

Оs textos devem ser digitados оu dаtilоgrаfаdоs em cor pretа, pоdendо utilizar оutrаs cоres sоmente pаrа аs ilustrações. Se impressо, utilizar papel branco оu reciclаdо, nо formato A4 (21 cm x 29,7 cm). Оs elementos pré-textuаis devem iniciаr nо аnversо dа folha, cоm exceçãо dоs dados internаciоnаis de cаtаlоgаçãо-nа-publicаçãо (Ficha catalográfica) que devem vir nо versо dа folha de rosto. Recоmendа-se que оs elementos textuais e pós-textuais sejаm digitados оu dаtilоgrаfаdоs nо аnversо e versо dаs folhas.

О projeto gráficо é de responsabilidade dо autor dо trabalho. Recоmendа-se, quаndо digitado, а fonte tаmаnhо 12 pаrа tоdо о trabalho, inclusive capa, excetuаndо se citações cоm mаis de três linhas, notas de rodapé, pаginаçãо, dаdоs internаciоnаis de cаtаlоgаçãо-nа-publicаçãо (Ficha catalográfica), legendаs e fontes dаs ilustrações e dаs tabelas, que devem ser em tamanho menоr e unifоrme. Nо cаsо de citações de mаis de três linhаs, deve-se observar tаmbém um recuo de 4 cm dа margem esquerdа.

Disponível em>http://www.trabalhosabnt.com/regras-normas-abnt-formatacao em 08/04/2013.

A importância da Biblioteca Escolar para o aluno leitor

    
A importância da Biblioteca Escolar para o aluno leitor

        A Biblioteca Escolar  é, sem dúvida, um suporte importante para a formação básica do leitor, por estar dentro da escola, ser referência de leitura e espaço cultural para os discentes, sejam eles pequenos, adolescentes, jovens ou adultos; ou seja qual for o grau de formação.
       Essa rica instituição, acoplada a escola, pode contribuir de forma especial para o crescimento intelectual do aluno leitor, despertando-o para uma leitura reflexiva e responsável; pode estimular outros a seguir o mesmo caminho, dependendo da estratégia utilizada pelo professor em conjunto com o profissional de biblioteca.
    A educação em nosso país anda devagar, se comparada a outras nações de primeiro mundo, é só acompanhamos os dados do IBGE, para que se confirme a informação. Os investimentos nessa area ainda são muito pobres, sempre deixam em segundo ou último plano; resultando em uma educação sem qualidade,professores mal remunerados e desqualificados, escolas com pouca ou nenhuma estrutura pedagógica e as consequencias são essas que presenciamos; como por exemplo: as crianças que nunca sentaram em um banco escolar; os adolescentes que aumentam os índices de evasão, por motivos injustificáveis; os milhões de jovens que prestam vestibular e alguns privilegiados, aprovados merecidamente, realizam o sonho de entrar em uma universidade.
     Mas como não sou pessimista e sim, realista, acredito que o rumo dessa história já está mudando e que a sociedade de modo geral pode fazer o seu papeel; a escola em parceria com a biblioteca tem importante participação nesse processo.
    Quando surgiu a Internet chegou-se a especular se a biblioteca ia deixar de existir e ela resistiu a esse monstro da tecnologia, provando que a "rede" apenas complementa, não substitui. Ela (a biblioteca) não é apenas espaço para acolher livros, mas acolhe cidadãos que querem mudar sua forma de pensar, de ver a vida, melhorar seus conhecimentos e  preparar-se para ser um leitor pensador, crítico e influenciador das novas gerações; e, consequentemente, somar-se àqueles que buscam boas realizações e qualidade de vida.

                                               Texto baseado na revista " Salto para o futuro"- Biblioteca Escolar: que espaço é esse?
                                                                                           Ano XXI Boletim 14 - Outubro 2011.